segunda-feira, 30 de maio de 2011

Extero-Gestação: Dr. Karp e os 5 passos para acalmar o bebê

2 comentários:

O Quarto Trimestre que Falta na Gestação

A teoria do Dr. Karp baseia-se no fato de que os recém-nascidos humanos não são como os de outros mamíferos, que já são capazes de caminhar e correr no primeiro dia de vida. Nossos RN’s são “imaturos”, mais parecidos com fetos que com bebês mais velhos, já que passam a maior parte do tempo dormindo e alimentando-se.

Os RN’s humanos seriam imaturos porque nossa sobrevivência depende de cérebros grandes, então eles são “expulsos” do útero antes de estarem completamente prontos, porque a cabeça de um bebê de 3 meses de idade não passaria no canal de parto.

Nos primeiros 3 meses de vida, o bebê é tão imaturo que realmente seria benéfico a ele que voltasse para o útero sempre que a vida aqui fora estivesse difícil. Como não somos cangurus, o que podemos fazer é tornar o ambiente extra-útero o mais parecido possível com o intra-uterino.

Como é lá no útero ?

O bebê no útero fica apertadinho, na posição fetal, envolvido por uma parede uterina morninha, sendo balançado para frente e para trás a maior parte do tempo. Ele também estava ouvindo constantemente um barulho “shhhh shhhh”, mais alto que o de um aspirador de pó (o coração e os intestinos da mãe).

A reprodução das condições do ambiente uterino leva a uma resposta neurológica profunda “o reflexo calmante”.

Da mesma forma que o martelinho no joelho só leva ao reflexo de levantar a perna se o médico bater no local específico, os métodos para acalmar o bebê só funcionam se forem feitos da forma correta. Quando aplicados corretamente, os sons e sensações do útero têm um efeito tão poderoso que podem relaxar um bebê no meio de uma crise de choro.

10 Maneiras de Reproduzir o Ambiente Uterino

1. Segurar o bebê
2. Dançar com o bebê
3. Embalar o bebê
4. Embrulhar o bebê bem apertadinho
5. Ligar um barulho contínuo (shh shh) ou cantar
6. Passear no carro
7. Caminhar com o bebê
8. Amamentar
9. Dar ao bebê algo para sugar
10. Colocar o bebê num balanço

Os 5 S para Acalmar um Bebê até 3 Meses

Os 5 métodos para acalmar um bebê até 3 meses de idade são extremamente eficazes SOMENTE quando executados corretamente. Sem a técnica correta e o vigor necessário, não adiantam em nada.

1. Swaddling (embrulhar o bebê apertadinho)

A pele é o maior órgão do corpo humano e o toque é o mais calmante dos cinco sentidos. Embrulhadinho, o bebê recebe um carinho suave. Bebês alimentados mas nunca tocados freqüentemente adoecem e morrem. Estar embrulhadinho não é tão bom quanto estar no colo da mãe, mas é um ótimo substituto para quando a mãe não está por perto.

Bebês podem ser embrulhados assim que nascem. Apertadinhos, de forma que não mexam os braços. Eles se sentem confortáveis, “de volta ao útero”. Bebês mais agitados precisam mais de ser embrulhados, outros são tão calmos que não precisam.

Se o bebê tem dificuldade para pegar no sono, pode ser embrulhado apertadinho, não é seguro colocar um bebê para dormir com um cueiro solto.

Não permita que o cueiro encoste no rosto do bebê. Se estiver encostando, o bebê vai virar o rosto procurando o peito, ao invés de relaxar.

Todos os bebês precisam de tempo para espreguiçar, tomar banho, ganhar uma massagem. 12-20 horas por dia embrulhadinho não é muito para um bebê que passava 24 horas por dia apertadinho no útero. Depois de 1 ou 2 meses, você pode reduzir o tempo, principalmente com bebês tranqüilos e calmos

2. Side/Stomach (posição de lado)

“Quanto mais nervoso seu bebê estiver, pior ele fica quando colocado sobre as costas. Antes de nascer, seu bebê nunca ficou deitado de costas. Ele passava a maior parte do tempo na posição fetal: cabeça para baixo, coluna encolhida, joelhos contra a barriga. Até adultos, quando em perigo, inconscientemente escolhem esta posição.

Segurar o bebê de lado ou com a barriga tocando os braços do adulto ajuda a acalmá-lo (a cabeça fica na mão do adulto, o bumbum encostado na dobra do cotovelo do adulto, com braços e pernas livres, pendurados). Carregar o bebê num sling, com a coluna curvada, encolhidinho e virado de lado, tem o mesmo efeito. Em muitas culturas os bebês passam 24 horas por dia pendurados às mães (em algumas dessas culturas não há sequer uma palavra para designar “cólica do recém-nascido).

Atualmente especialistas são unânimes em dizer que bebês NÃO DEVEM SER POSTOS PARA DORMIR DE BRUÇOS, pelo risco de morte súbita.

O bebê não sente falta de ficar de cabeça para baixo, como no útero, porque na verdade o útero é cheio de fluido e o bebê flutua, como se não tivesse peso algum. Do lado de fora, sem poder flutuar, virado de cabeça para baixo, a pressão do sangue na cabeça é desconfortável.”

3. Shhhh Shhhh – O som favorito do bebê

“O som “shhh shhh” é parte de quem somos, tanto que até adultos acham o som das ondas do mar relaxante.

Para bebês novinhos, “shhh” é o som do silêncio. Ele estava acostumado a ouvir tal som 24 horas por dia, tão alto quanto um aspirador de pó. Imagine o choque de um bebê acostumado a tal som chegando a um mundo onde as pessoas cochicham e caminham na ponta dos pés, tentando fazer silêncio !

Coloque sua boca 10-20 cm de distância dos ouvidos do bebê e faça “shhh”, “shhh”. Aumente o volume do “shh” até ficar tão alto quanto o choro do bebê. Pode parecer rude tentar “calar” um bebê choroso fazendo “shh”, mas para o bebê, é o som do que lhe é familiar.

Na primeira vez fazendo “shhh”, seu bebê deve calar pós uns 2 minutos. Com a prática, você será capaz de acalmar o bebê em poucos segundos. É ótimo ensinar isso aos irmãos mais velhos, que adorarão poder ajudar e acalmar o bebê.

Para substituir o “shhh”, pode-se ligar:
- secador de cabelos ou aspirador de pó
- som de ventilador ou exaustor
- som de água corrente
- um CD com som de ondas do mar
- um brinquedo que tenha sons de batimentos cardíacos
- rádio fora de estação ou babá eletrônica fora de sintonia
- secadora de roupas ligada com uma bola de tênis dentro
- máquina de lavar louças

O barulho do carro ligado também acalma a criança.

4. Swinging – Balançar

“A vida era tão rica no útero. Rica em sons e barulhos. Mas a maior parte era movimento. Movimento contínuo. Quando a mãe senta, levanta, caminha e vira o corpo – movimento, movimento, movimento.”
(Frederick Leboyer, Loving Hands)

Quando pensamos nos 5 sentidos – visão, audição, tato, paladar e olfato – geralmente esquecemos o sexto sentido. Não é intuição, mas a sensação de movimento no espaço.

Movimento rítmico ou balanço é uma forma poderosa de acalmar bebês (e adultos). Quem não se lembra de adormecer quase de forma hipnótica como movimento de uma rede ou de um trem ? Por que tais movimentos trazem um relaxamento tão profundo ? Porque o balanço imita o movimento que o bebê sentia no útero materno e ativa as sensações de “movimento” dentro dos ouvidos, que por sua vez ativam o reflexo de acalmar.

Como balançar ?
1. Carregando o bebê num “sling” ou canguru;
2. Dançando (movimentos de cima para baixo);
3. Colocando o bebê num balanço;
4. Dando tapinhas rítmicos no bumbum ou nas costas;
5. Colocando o bebê na rede;
6. Balançando numa cadeira de balanço;
7. Passeando de carro;
8. Colocando o bebê em cadeirinhas vibratórias (próprias para isso);
9. Sentando com o bebê numa bola inflável de ginástica e balançando de cima para baixo com ele no colo;
10. Caminhando bem rapidamente com o bebê no colo.

A diferença entre balançar e sacudir

“O ato de sacudir podendo causar a síndrome do bebê sacudido (shaken baby syndrome) é tão violento que pessoas observando a situação podem reconhecer como perigoso e capaz de matar a criança” (Academia Americana de Pediatria, Julho 2001)

Quando balançar o bebê, seus movimentos devem rápidos mas curtos. A cabeça do bebê não fica sacudindo freneticamente. A cabeça move no máximo 2-5 cm de um lado para o outro. A cabeça está sempre alinhada com o corpo e não há perigo de o corpo mover-se numa direção e cabeça abruptamente ir na direção oposta.

5. Sugar – a cobertura do bolo

Agira que seu filho irrequieto começou a se acalmar com as quatro primeiras etapas, ele já está pronto para a quinta e gloriosa fase: sugar. Trata-se da cobertura do “bolo da calma”, pois induz a criança, que já está mais tranqüila, a alcançar um estágio de profunda tranqüilidade.
Obviamente, é mais difícil para seu filho gritar com uma chupeta na boca, mas não é por essa razão que sugar tem um efeito calmante. Na verdade, esse ato afeta o sistema nervoso infantil, aciona o reflexo calmante e libera substâncias naturais no cérebro, que provocam, em questão de minutos, um alto nível de relaxamento e satisfação.
Alguns pais dão aos filhos mamadeiras ou chupetas, mas em qualquer lugar do mundo e em qualquer época, o brinquedo favorito de sucção é o bico do seio da mãe. Como já mencionamos, em algumas sociedades, para tranqüilizar os bebês, as mães oferecem o seio quase cem vezes por dia

Em resumo, as duas primeiras etapas – embrulhar e colocar de lado/de bruços – iniciam o processo de apaziguamento ao impedir que braços e pernas se agitem, ao “desligar” o reflexo de Moro e ao ajudar o bebê a se concentrar em você à medida que o reflexo calmante começa a ser ativado. A terceira e quarta etapas – fazer só… e balançar – interrompem o ciclo do choro ao ativar o reflexo calmante e tranqüilizar o sistema nervoso da criança. A quinta etapa – sugar – mantém o reflexo atuando e permite que o bebê consiga relaxar profundamente.
As cinco etapas são recursos fantásticos, mas como qualquer ferramenta, a habilidade de usá-las aumenta com a pratica. Uma vez que o reflexo só funciona se acionado na ordem correta, você vai descobrir que dominar essa técnica antiga é a primeira tarefa importante da maternidade.
Interessante notar que não só os pais melhoram com a pratica, mas também os bebês. Muitos pais percebem que, depois de algumas semanas embrulhando-os com firmeza, os bebês começam a esticar os braços e a se acalmar no instante em que são postos sobre o cobertor. É como se eles dissessem “eu me lembro, eu gosto disso”.
Você pode ler sobre as cinco etapas e pensar: o que há de novo? Esses procedimentos são conhecidos há séculos. E você estaria parcialmente certa. As etapas em si não são novas; a novidade, entretanto, são os dois conceitos essenciais que as tornam realmente eficazes: a vigor e a combinação entre elas.

Bebês pequenos e separação das mães

A preocupação das mães ao verem seus bebezinhos requerem contato contínuo com elas, quase que 24 horas por dia, e não entenderem porque disso ou receberem conselhos contrários a atender suas necessidades, é muito frequente.
Veja o que diz Dr. Sunderland:

Quando muito pequenos, os bebês não suportam a separação das suas mães. É impossível para seu cérebro em desenvolvimento entender que a mãe, longe do seu campo visual, continua existindo. Aos poucos, com o desenvolvimento cerebral e as experiências de ida-e-vinda da mãe, ele se torna capaz de manter a mãe viva mesmo sem poder vê-la.
Ele desenvolve a noção de permanência, ao mesmo tempo que adquire capacidade de maternar-se. Ele desenvolve uma série de comportamentos que simbolizam sua mãe, e a faz presente na ausência. Logo seu medo e angústia diante da separação cede lugar à certeza que não há qualquer perigo.

Esses sistemas de medo e angústia de separação se tornam muito menos sensíveis com o tempo, por causa do desenvolvimento do cérebro que começa naturalmente a inibi-los.Ou seja, quando as crianças compreendem racionalmente que não há qualquer perigo, que os pais estão no quarto ao lado e que, se precisarem, eles virão ao seu encontro, são capazes de dormir sozinhas sem chorar e sem os chamar se não houver qualquer problema, embora às vezes seu instinto continue a dizer-Ihes outra coisa. (Fonte: Margot Sunderland, The science of parenting. DK Publishing Inc. (2006). )

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Relato de parto: A estréia de Maria Luisa

2 comentários:
Meninas!!

Voltei!!

Nossa, realmente está sendo um aprendizado me adaptar a Maria Luisa, aos seus hábitos de sono, principalmente. Por isso demoro, mas não abandono vocês =))

Hoje vou relatar como foi meu parto.

A Malu estava programada para nascer dia 05/05, se vocês bem lembram, mas meu médico achou por bem, como queríamos um parto normal, aguardar até meados de 41 semanas.

Não marcamos cesária e nem tocamos no assunto em nenhum momento, apenas ele já havia me explicado que seria a saída, se eu não tivesse dilatação mesmo.

Dia 10/05 pela manhã, Marcelo e eu fomos a minha consulta com meu obstetra, que fez o toque novamente, mas pouca dilatação ainda.

Ah sim, dia 05/05 fomos até o Hospital Santa Helena, pela recomendação do meu médico (e pq eu estava com dor nas costas) para fazer o cardiotoco, lembram?

Mas voltamos pra casa de mala e cuia...rsrs

Dai no dia 10/05, como na consulta não tinha dilatação, o Dr. Alberto falou para irmos lá pras 16h/17h para a maternidade...mesmo pq eu estava com 41 semanas e 4 dias de gestação, quase em cima da hora (uma gestação é considerada normal até 42 semanas)

Chegando lá, nem a pulseirinha me colocaram, quando falei sobre as 41 semanas e 4 dias...já me mandaram lá pra cima, pro Pré-Parto. Lá foi feito cardiotoco novamente e telefonaram para o meu médico, que pediu para eu ser internada.

Eram 19h55...dai comecei tomar soro com ocitocina na veia, para tentar uma dilatação...e nada.

Quase 23h e só tive mais dois centímetros de dilatação, totalizando por volta de 3,5 centímetros...nesse meio tempo, meu médico se encaminhou até o hospital.

Meu médico chegou, passou na sala de Pré-Parto para falar comigo e conversou com o Marcelo lá fora, explicou pra ele que teria que ser cesária mesmo e se ele estava de acordo (estaria, né? mas mesmo assim meu médico perguntou, pq meu esposo era meu responsável...ah sim, minha mãe estava lá embaixo, na recepção, o tempo todo também)

O Dr. voltou na sala e falou para as enfermeiras me prepararem e me levarem para a sala de parto...me levaram com aquele camisolão aberto atrás (super incomodozinho...rsrs) embora lá pra sala.

Pro Marcelo (ele me contou depois) que o médico perguntou pra ele também se ele assistiria ao parto (ele disse que sim) e que fosse vestir a sua roupa pq a bebê estava pronta pra nascer.

A Dra Patrícia, assistente do meu médico também é um amor...ela colocou o smartphone dela pra tocar música...a primeira música que tocou foi "Fico assim sem você", a primeira música que o Mazzii colocou no celular pra tocar quando eu ligasse, quando começamos namorar =))

Então a Dra Adriana, anestesista do Santa Helena, se apresentou (uma fofa tb)...do meu lado estava uma enfermeira obstetra, que ficou segurando minha mão (tadinha, quase arranquei os dedinhos dela)

A Dra. Adriana tentou várias vezes aplicar a anestesia raquidiana, mas minhas costas estavam inchadas e ela teve que mudar o calibre da agulha umas duas vezes, para uma mais fininha...enquanto isso minhas costas iam "queimando"...como eu chorei nessa hora.

Mas dai, depois de todo cuidado e paciência dela, conseguiu aplicar a raqui e eu fui deitada na maca...de repente meus pés começaram formigar, foi subindo a sensação pelas minhas coxas, barriga, peito e braços...meu rosto não ficou anestesiado, mas coçou bastante, principalmente ao redor da minha boca. Eu queria coçar, mas minhas mãos estavam "bobas" e a esquerda presa ao sorinho...rsrs

Acredito que levou uns 10 minutos (deve ter sido mais ou menos...eu estava pra lá de Bagdá...rsrs) e o Dr. Alberto disse: "estou vendo uma mocinha com bastante cabelo aqui, quase nascendo"...

Eu senti um arrepio pelo corpo todo, que não me lebr ter sentido, comecei tremer e um choro grande e amplo tomou conta de mim, que eu não conseguia conter.

Em seguida escutei um choro forte e agudo...dai é que chorei mesmo. Nossa, foi o choro mais pleno da minha vida.

Lembro que eu falava pro Marcelo apertar a minha mão pq minha mão estava "mole" rsrsrs

E nasceu ás 00h58m do dia 11 de maio de 2011 o nosso amor maior, a Maria Luisa, nossa bebê esperada e amada desde que Deus a colocou no meu ventre.

Abaixo seguem algumas fotos:

Dr. Alberto, meu GO, com ela nos braços

Eu, na hora que o médico falou que ela tinha acabado de nascer.

Na hora que a enfermeira obstetra me trouxe a Malu pra eu ver.

Primeira foto oficial após o nascimento!

O homem da minha vida, ao meu lado!! Inclusive ele foi forte (foi toda uma preparação, a gestação toda, pra ele encarar o parto...rsrs) e foi o fotógrafo do nascimento da nossa filha.

E podemos achar que é piegas, que é irreal a descrição da emoção do nascimento, coisa de novela da Globo, mas...eu que sou avessa a frescuras, pude comprovar sem par que realmente é uma emoção maior do que qualquer palavra possa descrever e tentar demonstrar.

Sem dúvida alguma, repito quantas vezes necessárias, pra quem quiser ouvir, que essa foi uma das sensações mais surreais e mais plenas que já tive até hoje, o nascimento da minha filha.

E o Marcelo me surpreende a cada dia mais, como esposo, como amigo, como namorado, como companheiro de vida e como pai...ele tirou as fotos do parto (muita gente duvidou até que ele estivesse na sala na hora, pq não tem coragem pra essas coisas), aprendeu trocar fraldas e é incansável pra qualquer coisa que eu necessite dele, mesmo que ele esteja caindo de sono, acabado por causa do trabalho ou algo que ele não saiba fazer ainda. Ele se dipõe, ele aprende, ele se empenha. Sou muito orgulhosa do esposo que tenho, que Deus me presenteou.

Um beijo para vocês!!
Ci

P.S.: E no próximo post, relato especial sobre *1 ano de casamento (22.05.2011)*

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Maria Luisa nasceu!

12 comentários:
Oi meninas!!
A Maria Luisa nasceu finalmente...rsrsr.

Chegou no dia 11.05.2011, ás 00:58, pesando 3.710kg e 51 cm, parto cesárea (não tive dilatação suficiente...conto mais nos próximos posts).

Algumas fotos abaixo para comemorar e matar a curiosidade das queridas que acompanharam nossa gestação.

Um enorme beijo e obrigada pela torcida e pelo carinho de vocês.
Estou me adaptando anova vida. Em breve volto com as postagens.
Ci

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ler para não padecer...

4 comentários:
Oie meninas!! Hoje coloquei a campanha "Malu, vem aqui pra fora ser feliz!!!"" e várias meninas retwittaram...não sei se vai servir de incentivo "natural" pra Maria Luisa, mas serviu pra eu rir e mudar o foco um pouco.

E lendo o blog Encomenda da Cegonha, ri de novo...pq realmente, a gente escuta cada coisa imbecil enquanto está grávida, seja de velhinhas conservadoras que não admitem que todo mundo "nasce" do sexo, seja de gente besta mesmo, que adora um lugar comum (e diga-se, irritante).

O blog não é atualizado desde outubro de 2009, mas vale a pena ler!!

O post "plantando um espermatozóide", que fala sobre as possíveis respostas para dar, de como ficamos grávidas e a resposta real que gostariamos de dar é pra rir sozinha (como eu fiz).

É...não fazem perguntas bizarras apenas pra vc amiga...rsrsrs


Beijos, Ci

sábado, 7 de maio de 2011

O meu sangue ferve...

4 comentários:
Pelamor...lá venho eu reclamar. Não gosto de fazer isso no blog, principalmente de família, pq fica pra sempre na internet e vai que daqui um tempo vão me cansar por causa disso, se lerem, mas hj me encheu o saco demais e quero compartilhar com vcs, pq sei que muitas de vcs devem passar por isso.

Hoje vieram aqui as duas primas de primeiro grau da minha mãe...a madrinha Odete (minha madrinha de crisma) chegou antes e depois, uma meia hora depois, chegou a Helena.

Tudo tranquilo, indo bem...dai, antes de irem embora vem a conversinha mole (aliás foram duas conversinhas moles que eu faço questão de não entrar, mas parece que não dá certo).

Madrinha olha no meu quarto e do Mazzii e solta a pérola 1: "Nos primeiros meses o berço dela vai ficar no quarto de vocês, né?"

E eu: "De jeito nenhum...vc já viu o tamanho do meu quarto? E desde quando bebê dorme no quarto de pai e mãe?" (tá meninas, tem uns bebês que dormem, mas é que se eu concordo, o berço já tava lá)

Sem contar que eu não concordo mesmo com bebê no quarto dos pais...o bebê tem a individualidade dele e a gente a nossa. E pra começar, quem falou que se dorme a noite toda sem se preocupar com o bebê?

Acho que vou dormir lá na poltroninha qdo ela chegar, do jeito que já estou mãe...(tá, talvez eu faça isso, mas mesmo que não estiver lá na poltroninha, vou pajeá-la a noite toda)

Mas família tem que dar palpite, tentar desorganizar a ordem que a gente dá na NOSSA CASA.

Minha mãe vem aqui na tranquilidade, faz uma limpezinha pra ajudar, mas não fica palpitando...ela pode até achar alguma coisa, mas é bem mais sutil pra falar...não vai ordenando, não é invasiva. Olha só...minha mãe notou que eu cresci, casei e mudei!!

Então...a pérola número 2 foi a Helena que falou:

" - O Marcelo sai que horas hoje do trabalho?

- Ás 22h...

- Ah tá...então eu não vou dormir aqui, vou embora...

-Mas e quem falou pra vcs que a Maria Luisa vai nascer de madrugada...ela pode nascer em pleno meio dia qdo não tiver ninguém aqui, ué! "

E claro, ficou sub-entendido meu resto de pensamento que dizia, gritava da minha cabeça: "então vamos cada um pra sua casa, né?? Obrigadaaa..."

E ainda querem aconselhar que eu fique calma (o que já é irritante sozinho, alguém mandando a gente ficar calma), pra minha pressão não subir, pra eu não me estressar a toa e etc...mas coitado do sal (que aumenta a pressão), do Marcelo (que não tá aqui pra me ouvir 24 horas), da bebê (que estou ansiosa pra chegar) que não tem nada haver com meu nervoso...são elas mesmas que me pressionam como se eu fosse uma adolescente grávida que não soubesse o que estou fazendo.

Desabafei pra não somatizar...aaaaaaaahhhhhhhhhhh. =)

Beijos, Ci

P.S.: E realmente a conversa de que eu sou a grávida do momento na família, que sou a única menina que elas estão focadas, que eu sou a "filha" que elas não tiveram...ah, me faz um favor...vá correr atrás de tartaruga e cuidar de uns três gatos.

Desestressando + Parto passo a passo

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Oi meninas!! Tudo bem com vcs?? Maria Luisa ainda aqui na barriga e eu já desistindo de ficar ansiosa...confesso, no Google já li várias coisas que podem acelerar o parto, mas desisti. Limpei a casa, montei o kit berço, tomei chá mate, chá de romã e nada.

Deixa ela nascer qdo tiver de ser, né? Essas meninas dos signos de terra sabem o que querem e quando querem (eu sei pq eu sou capricorniana...rsrsrs)

Dai resolvi relaxar, mudar de foco, ler sobre o assunto (pq é impossível desviar dele, né?) mas algo que realmente seja útil.

Ah sim, só pra atualizar vocês, não estive no médico na sexta feira, nos deram o recado errado na quinta, lá no Santa Helena. Ainda bem que eu telefonei pro consultório antes de chegarmos lá e a secretária avisou que sexta é dia do meu osbtetra trabalhar no hospital, não está em consultas.

Dai, se tudo continuar como está (inclusive a Malu na barriga) iremos na 3a feira e dai sim é caminho final de prazo pra decisão do que fazer (indução pro PN ou cesária) e espera pq estaremos em 41 semanas e 4 dias.

Vejam e relaxem comigo, lendo essa matéria que encontrei, que fala passo a passo como acontece o parto:

"
Doutor, o que é isso?

Não vá para o parto no escuro. Você se sentirá mais tranqüila sabendo antes o que vai acontecer

Patrícia Cerqueira


Os procedimentos no parto podem variar um pouco de médico para médico, de uma maternidade para outra, mas o importante é conhecê-los para evitar estranhamentos que podem afetar seu bem-estar nessa hora. Essas dicas também vão deixá-la mais 'equipada' para tirar dúvidas com seu médico, pois você deve discutir com ele todos os detalhes do que vai acontecer no parto. Veja, então, quais são os procedimentos mais comuns.

Sinais vitais
Ao chegar à maternidade, você é encaminhada a uma sala de admissão de parto. Uma enfermeira obstétrica medirá sua temperatura, pressão arterial, batimentos cardíacos, checará seu tipo sanguíneo, se a bolsa d'água se rompeu e a dilatação do colo do útero. Além disso, para monitorar as contrações e os batimentos do coração do bebê, vai acoplar à sua barriga um equipamento chamado cardiotocógrafo. Esse monitoramento pode repetir-se na sala de pré-parto e na sala de parto.

Tricotomia e lavagem intestinal
São outros dois procedimentos possíveis na fase de admissão. A tricotomia é a raspagem dos pêlos pubianos, adotada por questão de higiene. Muitos médicos são contra, pois acreditam que as fissuras provocadas na pele pela raspagem aumentam a chance de infecção. O objetivo da lavagem intestinal é evitar a evacuação no parto. Ela é provocada antes com um laxante. A técnica está em desuso, porque a maioria das grávidas não evacua no parto.

Pré-parto
Depois da admissão, com uma bata hospitalar, você vai para o pré-parto, no centro obstétrico. Nessa ala, alguns hospitais separam as gestantes que farão cesárea daquelas com indicação para parto normal. As primeiras, em alguns casos, não esperarão pelo trabalho de parto, indo direto para o centro cirúrgico. As segundas podem seguir para uma suíte de parto, local em que transcorrerá o trabalho de parto e o nascimento.

Soro
Tanto no parto normal quanto na cesárea, você vai tomar soro pela veia. A finalidade é mantê-la hidratada, mas o soro serve também de veículo para medicamentos que você precise durante o parto, sem que seja necessária outra picada na veia.

Indução com hormônios
Para acelerar o trabalho de parto, os médicos usam a ocitocina (colocada junto com o soro) ou a prostaglandina (em forma de supositório ou pílula e gel aplicados pela vagina). A dilatação do colo uterino e a avaliação do bem-estar do bebê determinam o procedimento.

Rompimento da bolsa
Se não foi natural, o médico o provoca quando a gestante apresenta dilatação de seis centímetros. Alguns adotam a prática apenas no caso de trabalho de parto prolongado ou de apressar o nascimento por causa do bebê. Na cesárea, a bolsa é rompida depois de aberto o útero. O líquido amniótico é sugado.

Toque vaginal
Ele checa a dilatação e a posição do bebê. Alguns médicos o realizam durante a contração, o que pode ser dolorido.

Anestesia
Se você vai fazer cesárea, será encaminhada ao centro cirúrgico. Receberá soro e, em seguida, anestesia. O médico pode beliscar sua barriga com uma pinça para verificar a ação do medicamento. No parto normal, a administração da anestesia depende da evolução do trabalho de parto. Ela é indicada quando a dilatação chega a cinco centímetros.

Crucificação
Refere-se à postura em que você pode ser colocada em caso de cesárea, com os braços abertos, presos sobre tábuas encaixadas na mesa de parto. É para que não coloque, num impulso, a mão na barriga. Nem sempre o procedimento é utilizado, para permitir à mãe pegar o bebê após o nascimento.

Pernas amarradas
No parto normal, elas são amarradas em perneiras para que não saiam do lugar enquanto você faz força.

Sondagem
Na cesárea, alguns médicos colocam uma sonda na gestante para drenar a urina acumulada na bexiga. Ela é retirada seis horas após o parto. Não se coloca sonda nos partos vaginais.

Cortes no parto
No normal, é comum a episiotomia, corte no períneo para facilitar a saída do bebê. O corte na cesárea é feito no baixo-ventre, na transversal. O vertical, do umbigo ao púbis, é adotado em emergências.

Manobra de Kristeller
É a pressão feita pelo médico sobre o estômago para ajudar o bebê a nascer, no parto vaginal ou cesárea. Outras manipulações sobre a barriga podem ser necessárias quando o bebê está em posição incorreta para o parto, e costumam ser feitas na sala de pré-parto. Há ainda uma manipulação interna (pela vagina), feita apenas no parto normal de gêmeos. Após o nascimento de um bebê, o médico 'busca' os pés do segundo, puxando-o.

Fórceps
São colheres grandes de metal, aplicadas à cabeça do bebê, quando é preciso ajudá-lo a descer pelo canal de parto.

Oxigênio
O uso é raro, mas, se o obstetra indicar, pode ser porque a oxigenação de seu corpo não está boa o suficiente, o que afeta as contrações e os batimentos cardíacos do bebê.

Dequitação
É a saída da placenta pelo canal de parto após o nascimento. O obstetra pode acelerar a expulsão com uma massagem suave na região uterina. Alguns aguardam a saída natural, que pode ocorrer até dez minutos depois.

Revisão
No parto normal, após a dequitação, os obstetras fazem uma revisão no útero, no canal de parto, na vulva e na entrada da vagina, para verificar restos de placenta e possíveis lacerações."

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Cardiotoco + Volta pra casa + Consulta cedinho hoje

3 comentários:
Bom dia meninas!!

Ontem, como vcs sabem, fui pro hospital fazer o carditoco. Fiz, mas nada de contrações. Como eu estava com dor nas costas e na pélvis, tomei Buscopan intravenoso antes de voltar pra casa.

E quanto ao exame, vi num bfórum, desses que falam sobre parto natural e dizia que era um terror, que iriam tocar uma buzina pro bebê acordar...fiquei com medo e pedi pro Marcelo comprar um chocolate pra estimular a bebê (nem compramos, pq já eram 21h e queriamos chegar logo lá).

Mas que nada, não caiam nessa...pelo menos no Santa Helena não foi assim. Maria Luisa devia estar dormindo (pq assim, cada vez que ela mexesse era pra apertar o botãozinho lá). Eu falei pra enfermeira que ela não estava mexendo e ela estimulou sim, mas com um aparelhinho que parece aqueles de fazer masagem no pescoço, daqueles elétricos, sabe? Só isso...nada de barulheira, buzina no ouvidinho dela.

Ela acordou, mexeu direitinho e a pulsação aumentou de 128 batimentos cardíacos pra 157 batimentos cardiacos e apertei o botãozinho lá do exame.

Passei pelo exame de toque, mas nada de muita dilatação ainda. A enfermeira obstétrica telefonou para o meu obstetra e ele pediu para eu voltar pra casa, mas estar cedo no consultório dele hoje.

Lá no saguão do PS já estavam a Helena, a Madrinha Odete (primas irmãs da minha mãe) e a minha mãe, achando que eu já ia ficar internada....rsrsr...mulherada desesperada.

Eu estava com essas dorzinhas, mas sabia, senti que não ia ficar. Mas foi bom esse "pit stop" de ida a maternidade pra treinar o Marcelo, tanto quanto saber o caminho pra lá, quanto ele se manter calmo e dirigir com tranquilidade.

É isso...a seguir cenas dos próximos capítulos =)

E lá vamos nós pro consultório. Hoje completamos 41 semanas de gestação.

Beijo, Ci

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Truques para provocar o parto: verdades e mentiras

Um comentário:
Você não aguenta mais esperar. A mala da maternidade está prontinha, a barriga está pesadíssima e a toda hora aquelas contrações de treinamento dão a impressão de que o trabalho de parto vai finalmente começar. E... nada!

Alguns bebês demoram mesmo para querer sair do quentinho do útero. Mas as pessoas já estão pressionando para marcar a cesárea e você está preocupada de o bebê passar do tempo. Há alguma coisa que se possa fazer?

Rolam por aí muitas lendas, simpatias e estratégias. Só que em primeiro lugar você precisa pensar no bem-estar do bebê, e no seu. Para grande parte dessas "técnicas", não há muitas provas científicas nem da eficácia, muitos menos da segurança.

Atenção: nunca tente nada parecido se tiver qualquer tipo de complicação na sua gravidez, e se estiver com menos de 38 semanas completas. O bebê é considerado pronto para nascer com 37 semanas, mas sempre pode haver algum erro de cálculo, portanto não custa garantir. Quanto mais tempo o bebê ficar na barriga, mais forte e saudável ele vai nascer.

Sexo

Acredita-se que o sexo incentive o trabalho de parto atuando de três maneiras diferentes. O orgasmo pode estimular o útero; a atividade sexual pode estimular a produção de ocitocina; e a prostaglandina presente no esperma pode ajudar a amaciar o colo do útero.

O sexo é contra-indicado se a bolsa tiver rompido, porque há risco de infecção. O sexo também deve ser evitado no caso de placenta baixa ou sangramentos vaginais. Leia mais sobre o sexo na gravidez.

Comer abacaxi

A lenda é que a enzima bromelina, presente no abacaxi, ajude a amadurecer o colo do útero e facilitar o trabalho de parto. Mas cada abacaxi tem bem pouca bromelina. Além disso, o "efeito" se perde se a fruta for transformada em suco ou doce.

O risco é acabar ficando com dor de barriga ou com uma baita crise de azia.

Tomar chá de canela e/ou gengibre

Existe a idéia de que o chá de canela deixa o útero mais sensível, mas não há provas científicas. Se o chá for muito concentrado, ou tomado em grande quantidade, pode irritar o trato digestivo, o que pode acabar provocando alguma desidratação e deixar o útero mais irritável. E desidratação nunca é aconselhável para ninguém, especialmente para uma grávida.

Comidas apimentadas

Não há provas científicas de que comidas fortes, bem temperadas ou apimentadas ajudem a incentivar o início do trabalho de parto, mas a idéia é estimular a mucosa do estômago e do intestino, para ver se o útero "pega carona" na atividade.

Porém comidas fortes e apimentadas certamente vão provocar azia no final da gravidez. Além disso, para quem não está acostumada, diarréia e vômito são riscos consideráveis em caso de exagero, e é sempre bom tomar cuidado com a desidratação. Outro porém é se você está com hemorróidas: a pimenta pode agravar a dor e o sangramento.

Andar (ou fazer faxina!)

A explicação é que a atividade de andar ou fazer esforços físicos como numa bela faxina aumentaria a pressão da cabeça do bebê sobre o colo do útero, o que por sua vez estimularia a produção de ocitocina, o hormônio responsável pelas contrações.

A tática é mais eficiente quando já se está no comecinho do trabalho de parto, com contrações ainda irregulares ou fracas. A caminhada pode ajudar a dar mais ritmo às contrações.

Não há perigo, desde que você não exagere. O trabalho de parto por si só já será cansativo, e é bom guardar energia.

Se você não se exercitou muito durante a gravidez, pegue leve. Um passeio na beira da praia, num parque ou num shopping já é o suficiente -- não está na hora de rechear a geladeira para quando vocês chegarem do hospital com o bebê? Vá ao supermercado! E de preferência acompanhada.

Homeopatia

Remédios homeopáticos são feitos com versões muito diluídas de substâncias mais potentes. Existem algumas fórmulas que são mais usadas para estimular o trabalho de parto, mas só devem ser usadas com orientação médica (e de um profissional acostumado a lidar com gestantes). Não há comprovação concreta de que o efeito seja o desejado.

Estimulação do mamilo

Estimular os mamilos é massagear os bicos dos seios, como se o bebê estivesse mamando, na tentativa de provocar a produção de ocitocina, o hormônio que faz com que o útero se contraia. O risco é esse tipo de estímulo provocar contrações mais fortes e inesperadas, que prejudicariam o trabalho de parto e o bebê, embora uma revisão dos estudos sobre o assunto não tenha comprovado o perigo.

Como com filho o lema é sempre adotar a cautela, a estimulação só deve ser tentada no próprio hospital, com assistência médica.

Óleo de rícino ou mamona (laxante)

Desde o tempo do Egito da Antiguidade há registros do uso de óleo de rícino para provocar o trabalho de parto. Não se sabe exatamente a explicação. A mais aceita é que, como se trata de um forte laxante, ele estimula a mucosa do intestino, e acaba estimulando também o útero. É uma estratégia conhecida em países como Estados Unidos e Grã-Bretanha.

O óleo de rícino, além da diarréia, pode provocar náusea e vômitos, e a mulher corre o risco de ficar desidratada. Por isso, o BabyCenter não recomenda o uso desse método.

Além disso, o gosto é horrível, e a sensação de diarréia é bem desagradável.

Acupuntura

A acupuntura estimula determinados pontos do corpo, com o uso de agulhas bem fininhas ou outros métodos. É uma ciência muito utilizada também no controle da dor, até durante o trabalho de parto.

Pesquisas sobre o assunto indicam que a acupuntura realmente provoca a intensificação das contrações uterinas. É preciso encontrar um acupunturista que tenha experiência com grávidas, e obter o aval do obstetra. Saiba também que a acupuntura não funciona como um passe de mágica. Podem ser necessárias várias sessões para obter algum resultado.

Por último, truques engraçados

Folclore ou não, há outros métodos que provocariam o trabalho de parto -- nada científicos! Algumas mulheres juram que funcionam, mas é duro se convencer, porque são bem estranhos.

• Encher balões de aniversário
• Andar de carro ou ônibus numa rua esburacada
• Assistir a um filme bem melado e chorar bastante
• Usar seus melhores sapatos (a lei de Murphy diz que sua bolsa vai estourar e encharcá-los!).

Aquele monstro: a ansiedade!!

5 comentários:
5 da manhã do dia 05/05 de 2011...eu, já estava acordada, em pé, fazendo chá de cidreira.


Marcelo tinha saído pra trabalhar há uns 10 minutos e eu aqui, já de olho no notebook, já de olho na tv, pensando no que ia assistir.

Pensando se ia escrever sobre moda (pesquisei alguns temas, mas fechei todas as janelas do navegador sobre o assunto), se ia escrever sobre minha ansiedade (mas será que escrever sobre ansiedade aumenta a ansiedade??)

Estamos em 40 semanas e 6 dias (coloquei o ticker ali do lado, embaixo do primeiro, com as duas datas, a de 23 de julho - que vi pela tabelinha ser minha última menstruação - e a de 29 de julho, dia que parei de tomar o anticoncepcional) e a Maria Luisa aqui na barriga, tranquilinha, feliz, mexendo bastante...mas na barriga...nada de contrações (nem leves), nada de muco. Aaaahhh...rsrsrs

Reparem que estou de pijama...rsrsrs

Conversei com ela, falei que estamos esperando, que ela é bem vinda.

Acho tb que o que desencadeou essa minha ansiedade matutiníssima foi lembrar que a noite o Mazzii vem me buscar depois do trabalho pra me levar no Hosp. Santa Helena pra fazer o cardiotoco. Fique com a frase do meu médico: "dependendo o resultado vc já poderá ser internada"

Li também que até é normal passar das 40 semanas, pq as datas são uma PREVISÃO (a gente sempre lê isso enquanto está em estágio inicial de gravidez, mas parece um monstro qdo estamos ali, em cima da data e nada do bebê vir, né?)

Achei um texto que se encaixou no que eu precisava ler, sem pressão, sem sensacionalismo e receitas milagrosas. Segue abaixo o texto (e graças a Deus está me batendo um soninho, vou dormir e relaxar. Bjoo):

"Fico, à vezes, perplexa diante do desconhecimento e da confusão a respeito do parto alastrada entre mulheres e médicos. O outro dia, recebi a seguinte mensagem:

“Olá, estou com 40 semanas e 4 dias e nem sinal da minha bebê. Estou fazendo acompanhamento dia sim, dia não na maternidade (exame de toque e cardiotocografia) e eles vão aguardar até 41 semanas e 3 dias. A única coisa que tenho ouvido do médico é que tenho 1.5 cm de dilatação, útero alto e espesso. Posso desistir do
parto normal ou ainda posso manter a esperança? Existe algo que eu possa fazer
para ajudar no parto? Obrigada.”

A pergunta nasce da intuição certa, de que é preciso esperar pela natureza, mas está tão enfraquecida pelas contexto que a mulher justamente duvida, e lança um último desesperado apelo: há esperança?

O que está errado aqui não é o desejo dela, o qual, mesmo que débil e tímido, ainda existe. O problema está na abordagem geral ao que ocorre, o trágico aloca-se na forma de enxergar as coisas e, portanto, de lidar com elas.

Eis a minha resposta:

“Para um parto seguro você pode esperar até as 42 semanas. O toque e a tocografia dia sim e dia, às quais está sendo submetida, não só estão aumentando seu nível de estresse e de insegurança, como não se sustentam se sua gravidez é de baixo risco (evidente pelo fato de que está ainda com seu filho no ventre).
Sabia que não existe conhecimento certeiro sobre o que é que desencadea o parto? Isto
porque não se trata de algo DE FORA, de cálculos e exames. Surge de dentro.

Ao invés de recorrer a artifícios e malabarismos tecnológicos:


1) concentra-se em si mesma


2) faça longas caminhadas


3) medide, solte o pensamento


4) solte seus sentimentos e averigue se há algo que a bloquea


5) converse com seu bebê


6) confira se tem confiança nele e em você mesma


7) abra sua alma, sua mente, seu coração


8) diga adeus ao passado


9) reze, ore, crie um canto íntimo só para você


10) afaste TUDO e TODOS que possam atrapalhar o momento sagrado do nascimento

Assim, entregue-se. Mergulhe no processo. Entre nele de corpo e alma. Este é o momento. Não acontecerá mais em sua vida. É uma oportunidade única para você se conectar, sentir, vivenciar algo profundo em si mesma. É uma prova, um teste, uma passagem. Momento de renovação, inspiração e espiração, reciclando
a vida. Renascendo.

É dessa experiência que você precisa, não de toques, tocografias, e blábláblá obstétricos. É hora da borboleta sair do casulo.” Espero que a borboleta tenha nascido usando seus superpoderes. Empoderamento é isto: acreditar em si mesmos, entregar-se ao processo, à vida, às passagens da vida.

http://humanizacaoesperta.blogspot.com/"

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sobre o episódio da BMart + mais detalhes do quarto da Maria Luisa (closet da ursinha bailarina e kit berço) + Nasceu a Brenda, filhinha da Andressa!!

3 comentários:
Oi meninas!! Muito obrigada pelas palavras de vocês quanto ao post anterior, sobre a cena na loja BMart.

E no resumo da ópera, sim, minha mãe foi lá na loja hoje de manhã e foi muito bem tratada pela Alcione (a vendedora que nos atendeu ontem pela manhã, qdo estavamos terminando de pesquisar os valores)

Compramos lá sim (algumas de vocês podem achar que não deveriamos, a Ci Fernandes do Emoções que vivi por exemplo), pq lá tinha o modelo que eu queria, o Imperia da Burigotto.

Esse modelo de cadeira pra carro não tem em mais loja nenhuma que eu procurei e nessa loja era o última.

Sabe o que eu acho sobre isso?? Que assim, sendo branca, japonesa, negra, árabe, listrada de amarelo com bolinhas azuis, não tem motivo pra ficarmos "desviando" de lojas que tem funcionários que se acham superiores (de quem eles nem conhecem).

Aprendi que a melhor resposta para gente mal educada é ficar em cima do salto, mesmo que com alguma resposta mais grosseira.

E lá tem tanta coisa linda que ainda vamos comprar pra Maria Luisa que nem me estresso...e se vale como resposta praquela imbecil da loja...nossos pagamentos a vista ou não, pagam o salário dela (que maldade...rsrsr)

Mas fiquei tranquilas...vou entrar em contato com a assessoria deles sim. Só não estou muito atrás disso agora pq estou mais focada na chegada da Malu, né? Sou consumidora na raiz da palavra...cumpro com meus deveres, mas qdo me sinto lesada, não deixo barato.

E falando sobre coisas boas, hoje, aproveitei que minha mãe veio aqui e pedi pra ela me ajudar a arrastar o berço e colocar finalmente o kit berço.

Na semana passada o Marcelo falou pra eu não colocar, pq o kit já vem higienizado da loja e estava cedo. Concordei pq era verdade, né? Mas agora, estando dentro das 40 semanas me deu siricutico e coloquei o kit...rsrsr

Olha que mimo que ficou...só falta a nossa Maluzinha ai dentro do berço =)

Ai na foto abaixo está o anjinho que eu ganhei quando nasci, presente da minha prima Helena (prima irmã da minha mãe). Ele estava desgastado pelos anos que já "viveu" e minha mãe levou ele pra restaurar.

Uns dias depois que minha mãe trouxe do restaurador, ficamos sabendo sobre a minha gravidez. Ele ficou em cima da estante da sala, pra não estragar, aguardando pacientemente até ir pra uma das paredes do quarto da bebê.

Confesso, fiquei emocionada depois de bater o preguinho na parede e instalar ele lá, quase chorei, mas abri um sorriso enorme, sem notar na hora.

Hoje também coloquei os dois primeiros quadrinhos do quarto...o que eu fiz, de sapatilhinhas e o que a Tia Sil deu, o closet da ursinha bailarina.

Olhem que coisa mais linda do mundo. Minha cunhada é um talento só. Mandei só uma foto pra ela, do que eu queria, quando ela disse que faria o quadrinho pra Malu e veio essa fofura do mundo pra casa, pra enfeitar a parede da nossa mini diva.

E nasceu a Brenda, filhinha linda da querida Andressa Sahara. Parabéns para vocês, que essa família linda seja sempre muito feliz e abençoada! Beijos e beijos!!

Um beijo para todas vocês, Ci

Dilatação em curso + Ato racista na BMart Center Norte + Isabella (da Claudinha Leite) nasceu!!

6 comentários:
Oi meninas!!

Como falei pra vocês, sábado e domingo o tampão mucoso se foi.

Antes de ontem pela manhã consegui reagendar minha consulta pra ontem (a consulta seria hoje).

Relatei o que aconteceu pro meu médico, ele fez o exame de toque novamente e...estou com dilatação do colo.

E eu, que achei na sexta, dentro da minha pasta com todos os exames da gravidez, a cartela de anticoncepcional, com todas as datas anotadas...e descobri que minha última menstruação foi dia 23 de julho e não dia 29 de julho.

Contei pro meu médico e ele me disse que então estou de 40 semanas e 5 dias, mas me disse que está tudo bem, apenas serei monitorada mais proximamente, já para chegarmos ao parto.

Na 5a feira farei um cardiotoco no Hospital Santa Helena mesmo: "COM A FINALIDADE DE VERIFICAR AS CONDIÇÕES FETAIS, A CARDIOTOCOGRAFIA CAPTA OS BATIMENTOS CARDÍACOS E MOVIMENTOS DO BEBÊ, PREVENINDO POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES PARA O NASCIMENTO."

De lá o Dr. que me examinar, independendo o resultado, telefona para o meu obstetra. Dependendo o resultado, sou liberada ou já fico na maternidade.

Hoje também o médico descolou um pouco a placenta, o que me deu cólica, mas normal tb (eu só não a sentia desde que comecei tomar anticoncepcional, aos 17 anos, pra exatamente não ter mais as cólicas horríveis que eu tinha).

Ah, e eu não sou de ficar choramingando de jeito nenhum, nem ficar embaixo de paternalismos e isso não é uma reclamação, mas um relato. A noite, fomos Marcelo, minha mãe e eu comprar o bebê conforto do carro e o carrinho para a Maria Luisa (presentes da minha mãe).

Chegando a loja, mostrei para a vendedora o modelo que havia previamente escolhido, ela separou os produtos e fomos ao caixa. Me deu um banquinho para sentar enquanto esperava a nossa vez de passar no caixa (o Marcelo estava na fila).

Chegando nossa vez, entreguei o cheque da minha mãe para a atendente do caixa, que já me olhou com uma má vontade.

Entreguei o cheque, ela me pediu o cartão do banco da conta correnspondente ao cheque, pedi para minha mãe, mas ela não trouxe, nem pensou nisso (OI?? agora tem essa exigência pra comprar com cheque?? qdo eu trabalhei em uma instituição financeira, a mesma dessa conta e nunca precisou) e ela repetiu diversas vezes, "tem que ter o cartão, vc tem o cartão??"

Pelo sim, pelo não, acabou sendo um caso de racismo velado, aquele que vc sabe o que está acontecendo, mas não é delcarado (as pessoas na fila ficaram olhando pra cara da menina).

E não é a primeira vez que passamos por isso. Não somos ricas, mas somos de classe média, eu estudei em ótimas instituições, mas tem gente que só vê nossa cor, somos negras (cor que inclusive amo por ter nascido com ela, dane-se essa criatura besta...ah, que só pra constar aqui é mulata bem clara, com o cabelo alisado).

E ainda, algumas pessoas mal informadas (burras mesmo) não entenderam que a nossa cor não contabiliza os zeros das nossas contas correntes e dai vem esse tratamento idiota.

Ainda perguntei, depois de sair da fila, qual o valor total dos produtos (pq minha mãe vai levar o bendito cartão amanhã para pegar os produtos, já que apenas lá tem o modelo que escolhi)...e a imbecilzinha só repetia "vc pode fazer em até 6X", sem nem olhar direito pra gente, bufando...subestimando que tenhamos o valor na conta (uma compra de quase R$ 1.000 reais a vista que acredito que não são todos os dias que ela contabilize)

Desculpa, mas me irritei e falei bem áspera, sem alterar a voz..."eu quero saber o valor total, não o parcelamento, vamos pagar a VISTA".

Será que esse tipo de gente só vai melhorar e se tocar se a cada vez que eles forem desse tamanho de estupidez, as pessoas darem a famosa "carteirada", citando as faculdades, cursos e diplomações que tem??

E será que pra fazer compra, pessoas mais humildes não possam também, só pq são negros, gordos, baixos, gays ou qualquer dessas características que algumas cabecinhas vazias ainda insistam em rotular as pessoas?? Como se fizesse diferença essas características para designar caráter, bens, índole das pessoas.

A loja que estivemos é a BMart Baby and Kids do Shopping Center Norte, fiquem de olho para serem bem tratadas e se não forem, reclamem, passem a diante (vou encaminhar esse post pra assessoria da rede). Lamentável esse episódio!

Mas agora falando de algo muito, muito feliz, chegou ao mundo a Isabella, da Claudinha, do Preparando-se para a chegada da Isabella

Parabéns Claudinha, que Deus abençõe cada minutinho da vida da Isabella!! Beijos nossos!

Beijo, Ci

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A lua... + Comentários sobre os comentários

3 comentários:
Meninas, amei os comentários do post anterior.

E um dos que me chamou mais atenção, por falar no assunto "lua" foi o da Lu, do Mãe de 1a viagem.

Olhem o que ela disse (tomei a liberdade de copiar um trecho): "Uma dica que também deu certo pra mim, e soube por uma senhora, foi verificar qual lua que o Gu foi concebido, aí vc conta as mesmas luas, e o bebê vai nascer depois da décima, ou na mudança dela ou da lua cheia. O Gu foi concebido na lua crescente. Em dezembro mudou a lua pra Crescente dia 13. O Gu nasceu dia 14."

Dai, claro, a curiosidade que habita em mim foi pesquisar...rsrs

Olhem só os calendários

Agosto 2010 (concepção Maria Luisa)
Maio 2011 (mês de nascimento da Maria Luisa)
Vamos lá então ao raciocínio...vejam só. Em agosto de 2010 a lua nova começou dia 10 e ela foi provavelmente concebida dia 12 de agosto, dois dias depois do início da lua nova. A data provável para ela nascer é dia 05 de maio, dois dias depois do início da lua nova também.

Só não consegui fazer as contas das 10 luas depois, mas acredito que as datas também se equivalham, né?

Mas eu gostei do comentário da Re, do A caminho da maternidade, que espera a Manu...pra saber exatamente sem dúvidas, só a bolsa d'agua rompendo mesmo.

E acho que é bem isso a expectativa do nascimento dos bebês...o nosso instinto querendo se misturar a nossa racionalidade e no fim quem manda é o bebê e o nosso coração mesmo.

Ah...e a Elexina, do Cantinho do Raul, que comentou sobre mim e a Malu no blog dela. Muito obrigada!!!

Bruna, não esqueci de você...vc me perguntou e aconselhou ter vários babadores, né? Minha cunhada, a Sil, fez vários babadores lindos. Aliás, hoje chegou o quadrinho para a porta de maternidade que ela também fez, que é um luxo master...amei!!!

Só não tem fotos pq a câmera estava sem a bateria recarregada e agora está lá, recarregando pra qualquer eventualidade, né?? =) Depois mostro os babadores com toalhinhas e tb o quadrinho.

Beijo, Ci

domingo, 1 de maio de 2011

O tampão chegou...e a hora de ter a Maria Luisa?? Quando chega?

5 comentários:
Lá venho eu falar de um assunto bem pessoal...desde ontem (sábado) meninas, notei que ao fazer a higiene após utilizar o banheiro tem saido um muco amarelo, tipo uma gema, em tom opaco (não, o meu não tem os traços de sangue, como li pelos sites, mas é bem diferente do que já vi em mim).

Nas duas vezes que o percebi, foi pela manhã, na primeira urina.

Li bastante sobre ele, aqui pela internet mesmo, pq a minha próxima consulta é dia 04/05 e a DPP dia 05/05 (será que dá tempo?? rsrs)

E nessa noite, que dor nas costas...nada de contrações, mas uma dor nas costas intensa, chata, que fez eu me virar e levantar algumas vezes.

E tem também a lua, que vai mudar no dia 03 (dizem que é infalível...rsrs)

Antes de ontem sonhei que tive sangramento e fui levada para a maternidade. Hoje de madrugada, o Marcelo me acorda (de verdade), passando a mão na minha barriga, pq sentiu algo molhado (mas não tinha nada, foi impressão dele).

Abaixo, trechos de uma matéria que li no site da Revista Pais e Filhos (clique no link e leia a matéria completa)

GRÁVIDA E MÃE
Contagem regressiva
por CÍNTIA MARCUCCI

Com a hora do parto se aproximando, seu corpo dá vários
sinais de que o bebê está pronto para nascer. O melhor jeito de se preparar para esse encontro é conhecê-los e seguir as pistas

Cai o tal tampão
A pressão que o bebê passa a fazer na parte de baixo do útero pode gerar a perda do tampão mucoso, uma geléia líquida, transparente, que pode vir com traços vermelhos ou marrons de sangue. Isso pode ocorrer entre dias e horas antes do parto ou nem ocorrer. “