quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"Esvazia bem a bexiga ali, por gentileza!" (ou "Ria da minha vida antes que eu ria da sua")

No dia 10, sábado retrasado, eu fiz os exames de puerpério, aquele que se faz um período após ganhar o bebê (na realidade logo após os 40 dias, mas fiz só agora, pq o horario do meu médico é concorridíssimo e não sou mais gestante...dai não tem consulta-encaixe, né?!).

Acordei cedo, tomei meu banho, dei banho na Maria Luisa e fiquei esperando minha mãe para ficar com a bebê. Marcelo foi trabalhar sábado cedo...eu já estava ficando tensa, pq o exame tinha horário e eu não sabia se minha mãe lembrava desse detalhe. Enfim ela chegou e lá fui eu...

Varada de fome, em direção ao laboratório (sim, varada de fome, pois eu estava em jejum desde ás 23h30 do dia anterior) e tentando me controlar para não colocar nem uma balinha na boca para não cortar o jejum. Aproveitei nesse dia e fiz também meus exames para levar ao endócrino (depois conto melhor pra vcs isso).

Cheguei lá, a mocinha parecia que tava dormindo ainda...terminou de pegar meus dados e documentos pra preencher a papelada dos exames do dia e falou pra eu ir até o segundo andar, que eu já seria chamada...

Ao chegar no segundo andar eu estava esbaforida (subi no pique, a doida falou que eu já seria atendida). Lá perguntei pra um homem de jaleco branco se era lá mesmo (depois fui saber que ele era o médico...rs).

Ele disse que sim, falou pra eu sentar um pouco, ler uma revista que ele já ia me chamar.

Só que eu e meu ouvido de "lince" (se diz ouvido de tuberculoso, mas acho feio e coloquei de lince mesmo...que seria "olhos de lince". nada como um pouco de liberdade poética.) escutamos meu nome láááá embaixo, de onde eu havia chegado há uns 5 minutos e estava bem reconfortada na cadeira, já com uma revista na mão.

Cruzei de novo com o médico e expliquei meio que correndo que eu fui chamada lá embaixo, perguntei se ele havia escutado meu nome (o "surdo" do médico não ouviu, mas falou pra eu ir relaxada, com calma até lá).

Desci e uma mocinha me esperava na portinha da coleta de sangue, de onde havia me chamado, mas aloka da recepção mandou eu subir pros outros exames. Tudo bem...retirado meu sangue (não vejo problema nenhum, nunca me impressionou tirar sangue, desde pequena), volto eu, esbaforidérrima pro segundo andar...

Dou de cara com o Dr. e ele fala pra eu sentar e ficar tranquila, que seria bom para o exame (se ele não fosse médico de um laboratório sério, eu acharia bizarro o conselho dele, de toda hora me mandar "relaxar"...rs).

Tudo bem...uns 10 minutos depois, eu que tava numa leitura danada, tive que largar lá a abençoada da revista e parti pro exame. Esse médico é o rei do "RELAXA", né?? Mas eu estava tranquila...só que ele queria que eu ficasse "tranquila" a qualquer custo...só faltou me dar gás do riso.

Coloquei o aventalzinho com abertura atrás (quem foi o FDP que inventou essa coisa?) e os dois primeiros foram a Colonoscopia e a Colposcopia, o famoso Papanicolau...eu tava corajosinha, até olhei na tela do computador, minha vida uterina, ao vivo e a cores (LOL)

O mais engraçado nesses exames é o "fingir" estar tudo bem, não ser algo constrangedor e todo mundo (paciente, médico e enfermeira) fazer cara de paisagem...e eu, tentei fingir tão bem que estava fazendo um exame, como se sacasse dinheiro no banco, que comecei cantarolar...affe...quando me dei conta do que estava fazendo, quase dei uma gargalhada...mas consegui me conter (eu estava cantarolando bem baixinho, calma meninas).

Fui então para o primeiro andar, depois desse perrengue de sobe e desce...finge naturalidade e cantarola.

A recepção estava lotada...principalmente por uma família que foi todo mundo (penso comigo porque a família tem que ir em peso ao laboratório, num sábado de manhã frio...pra enchoriçar, só pode, pra fazer farol, chacrinha...). E nessa família tinha uma bebê, lindinha, dos cabelinhos enrolados e ruivos...não me perguntem o nome da bebê, pq ela era linda, já seu nome era meio escalafobético tadinha...não me lembro.

Eu, que estava lendo uma revista Cláudia, a reportagem da Natália Klein de "Adorável Psicose" que eu adoro, me inteirei do assunto da recepção, já que o assunto era bebês novos. Até meu smartphone fez parte da rodinha de conversa, pro povo ver a Maria Luisa na foto.

Nesse meio tempo vem a auxiliar, pega minha ficha e olha na minha cara, com a maior naturalidade do mundo (como se eu não estivesse de jejum completo) e diz: "Esvazia bem a bexiga ali naquele banheiro, por gentileza!"...cada uma que parecem duas =)

Mas lá fui eu, pra não decepcionar a moça e voltei de bexiguinha espremida de tão vazia.

No primeiro andar fui fazer o USG abdominal. Fiquei muito feliz porque o Dr. não encontrou mais nenhum mioma (eu tinha dois pequenos, mas meu GO fez uma gambiarra financeira super simpática e retirou, pra eu não ter que pagar outra cirurgia).

Depois dos exames, fui pra 25 de março buscar os apetrechos pra fazer a lembrancinha de batizado da Maria Luisa (assunto para outros posts)...mas no caminho, parei numa doceria e comprei correndo uma barrinha de cereal Nutri de banana, dois Polenguinhos, um suco de manga da Del Valle e um tubinho de Menthos misto...Senhor, que fome era aquela!? rsrsr

E ai meu lanchinho no metrô, depois da minha manhã atípica no sábado...merecido!

Beijos...ufa..., Ci

2 comentários:

  1. hahahaha
    Eu rolei de rir desse post.
    Pequenas tragicomédias da vida né? Pior que isso só aquele exame absolutamente constragendor que a gente faz quando grávida: o do streptococcus (vulgo do cotonete). Vergonha!

    Beijos

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  2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Ri demais...
    Temos que passar por cada coisa.
    E que médico é esse?! Meu Deus as vezes aparece cada tipo..hehehe

    Sou sua mais nova seguidora, a amei o post, divertidissimo...

    bjs

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