segunda-feira, 17 de junho de 2013

Uma reflexão sobre meu blog de moda e sobre escrever sobre o tema.

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Uma reflexão sobre meu blog de moda e sobre escrever sobre o tema...

Meu bloguinho Olhar na Moda...o criei num momento que acreditei fazer sentido compartilhar o que eu conhecia/conheço sobre o tema e que me faria bem. Ele nasceu também para me auxiliar e ter uma atividade enquanto eu não tinha nenhuma atividade de renda. E também quando surgiam os blog´s de moda, por acaso ou não na época que estavam pipocando as It Girls.

Hoje em dia muitas pessoas sabem que quem escreve o blog (não em todos, mas em muitos blog´s) recebe (e muito bem) para falar bem de determinado produto. Eu nunca recebi nenhum centavo, nenhum sequer, para falar sobre os produtos que testava. E ai, eu penso, no que me valida dar uma opinião própria, se quem faz sucesso são pessoas que milhões de meninas acham que estão falando a verdade e a "gata" está recebendo pra falar bem?

Outra coisa que me cansa um pouco (e me desestimula muito) são as compras de seguidores nas redes sociais. Como vou saber diferenciar se essa ou aquela blogueira tem tantos seguidores porque escreve bem, tem algo interessante pra me dizer, que vale a pena ler seu blog ou que só está "bombando" porque pagou pra ter esse "sucesso".

Leio muitos blog´s, blog´s famosos, super comentados, ou alguns que tem como o meu, muitas visitas, mas as pessoas tem preguiça de comentar ou que muitas vezes não tem nenhuma visita (porque também acabo escrevendo quando posso)...então, sendo assim, concluimos que eu fiz o Olhar na Moda porque gosto do tema, não pra ser It blogueira.

Saber se vestir, nossas mães nos ensina desde pequenininhas(os), se é que você e o look do dia me entendem...

Você sabe que, no momento que comecei me pré-ocupar com a moda, comecei a me perder no jeito que eu me vestia?! Eu era a Cindy Fashion da escola, porque me vestia com originalidade, mesmo tendo que encarar um uniforme igual a de milhares de estudantes do 2º grau, dai de repente (e dois anos depois de uma gravidez, que também ajudaou nessa descaracterização de estilo...porque na maioria das vezes eu usava bata ou a blusinha que me cabia..rs).

A gente não pode deixar que as modas ditadas, os números gigantescos de visitas e mais um monte de coisas nos separe de nós mesmas(os).

Li que os blog´s de moda estão caindo da moda...controverso, né?! E me dá uma enorme vontade de fechar/cancelar o meu até passar essa onda e eu não ficar mais perdida em tantas ditaduras que aparecem diariamente, do top croped (pra quem só come alface e bebe água), do salto creeper (pra quem não tem mais onde gastar dinheiro, porque ele é horroroso demais), do caveirismo (vida e alegria, por favor, né gente? caveira é de muito mal gosto), do bigode (essa sinceramente me desafia mentalmente a descobrir de onde apareceu. tipo, bigode?!), do jeans com jeans (sempre usei e nunca passei mal, nunca sai desarrumada...reinventaram o negócio como se fosse o último grito) e tantas outras regras que aparecem diariamente.

E quer saber? Gosto de moda sim, mas ninguém vai mandar nas minhas blusas de oncinha e nas minhas bermudas de alfaiataria, nas minhas sapatilhas e nas minhas bolsas kawaii ou de senhorinha.

Não posso deixar de falar de quem quis se "enfiar" nesse meio como jornalista sem ser e fingiu ser...eu nunca neguei que sou publicitária (Redatora) e gosto de tendências, de moda, de estilo...mas nunca quis passar por jornalista. Eu, nesse período que tenho escrito, sempre fui a Cintya, editora do Olhar na Moda, o que não me faz jornalista, porque NÃO sou diplomada nisso e sim, meu diploma é em Publicidade e Propaganda. Editora, para que fique claro, é aquela que edita textos e não que é específicamente jornalista.

Bom, essa conversa eu precisava ter comigo mesma e fico feliz se você a leu...rs. 

Ás vezes é preciso abrir o armário e tirar as revistas, os papéis, as idéias, as ideologias antigas, que não nos servem mais, que estão rabiscadas, amassadas...é isso. Faz muito bem, sempre repito isso.

sábado, 15 de junho de 2013

Que não deixemos que roubem mais flores dos nossos jardins.

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Escrevi, num post anterior, sobre algumas pessoas terem saudade de tempos passados, mas a saudade do generalismo o qual eu falava nesse post era de outra forma, era algumas pessoas deixarem-se manipular pelas "ditaduras do dia a dia". 

Nesses dias que passaram, temos visto (e muita gente vivido), aqui em SP e pelo mundo afora, manifestações contra o aumento da passagem do ônibus. Mas é um tema mais profundo, o valor alto da passagem foi a "gota d´água" das imposições que sofremos diariamente. E dentro desses acontecimentos, agora, além de reinvindicarem nossos direitos, os manifestantes civís precisam se proteger da violência que sofrem por parte da polícia.

Ok, a maioria das pessoas, que geralmente são as mais afetadas pelos desmandos, estão tentando chegar em casa depois de um dia exaustivo de trabalho, e não estão lá nas manifestações. Mas pessoas, de várias vertentes têm se mobilizado para fazer essa voz de quem precisa.

Não concordo com a violência, não concordo com o vandalismo, não concordo com a bagunça, mas alguém (um grupo) tem que se levantar e gritar, clamar pela justiça e pelos direitos que se tem. 

A impressão que eu tive (como não-manifestante ativa, no sentido de não ter ido lá nas passeatas), assistindo pela tv, é que foi uma bagunça generalizada nas ruas, dos dois lados.

Mas a gente sabe (ou deveria saber) que a mídia aumenta n centenas de vezes o que está acontecendo e dai a polícia parece carrasca (não estou dizendo que não é ou que é, estou falando sobre o aumento das ações mostradas na tv) e os manifestantes parecem loucos sem rumo, pichando e quebrando coisas e não marchando pelos direitos de um bem comum (também não estou dizendo que sejam, repetindo, é o que eu, como telespectadora, vejo). 

Se eu (e milhões de colegas de Comunicação Social e outras cadeiras acadêmicas), que estou (estamos) a todo tempo pensando sobre a situação, analisando, como será que chegam essas notícias para as pessoas leigas, não desinformadas, mas que não estão a todo tempo verificando as informações como "ossos do ofício"?

Esse post foi só um início escrito para a minha reflexão sobre a situação, só isso...te convido a refletir comigo também...vamos falar sobre nosso erros e acertos e quem puder e tiver dispósição para "lutar" pelo bem comum, que vá...ás frentes de passeata, pelas redes sociais, auxiliando (quando numa luta legítima, justa, limpa, sem baderna) da forma que puder.




Agora um poema (desculpa, mas a frase foi pra dar uma mini descontraída nesse post super sério):

"Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada." 

(Eduardo Alves da Costa - No caminho com Maiakóvski)


quinta-feira, 13 de junho de 2013

A "quase com remorso" da ZN

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Então...só complementando o post anterior (ou não)...recebi uma proposta de trabalho, e ia pessoalmente hoje saber no que deu...

Mas não dormi direito e pela manhã fiquei enrolando pra levantar e me arrumar.

Motivo tem nome e sobrenome e uma carinha linda de preta japonesa...Maria Luisa. Sim, não acho justo desbravar o mundo, a carreira e o mundo do business sem antes organizar a vida da minha filhica.

Mas isso estamos organizando por aqui, a escolinha que escolheremos para ela (sim, caros leitores e leitoras...antes de me dar faniquito e desespero por estar em casa).

Uma vez, uma amiga queridíssima, a Yara, me disse uma coisa muito importante...que agora sou mãe e que há um tempo para ser integralmente e eu super me identifico.

A infância, a qualidade de vida, os cuidados, as novidades da idade, só terei uma chance para fazer, ver e acompanhar de perto (como eu disse no post anterior, mesmo que numa creche bem próxima ao local que eu trabalhe)

É isso...amo estudar, amo conhecer gente interessante, amo conhecer lugares bacanas...mas minha prioridadesíssima é ela, é minha família. Tenho dito! =)

Não de repente...

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Um dia, não de repente, algo mudou dentro de mim...e eu acreditava querer ter uma profissão específica, mas, lembrando, sem repente algum, mudou essa vontade antiga...a área continua a mesma, comunicação, mas o campo de atuação é outro.

Quando eu era adolescente (na minha época, 12 anos era criança) eu comecei fazer uma pasta com matérias sobre publicidade. Dai, enquanto fazia faculdade, uma amiga me indicou os cursos no Senac, fiz alguns e o que mais me identifiquei foi Redação Publicitária e Criatividade.

Foi o que estudei na faculdade, o que tentei me firmar, mas estudar Comunicação e Marketing na especialização ampliou as coisas que eu achava bacanas...as coisas mudaram, mas sem tristeza nenhuma, sem dor...só vi que mudaram. De uma profissão específica, mais restrita para um leque de opções que posso me especializar cada vez mais.

Mesmo porque agora não sou mais aquela menina que fez USJT com 22 anos...hoje sou casada (já há três anos) e mãe de uma garotinha de 2 anos. Até os objetivos mudaram...e sem dúvida alguma, hoje não mais me é suficiente sair com o vento batendo no rosto, ganhar meu dinheirinho, ser tchururu (descoladinha). Meus pés estão no chão e a necessidade de ter minha filha perto de mim (com um local de trabalho que me ofereça isso, uma creche in loco, dentro da empresa, tornou-se algo quase que sem negociação de troca), para eu saber, quando puder, se ela está bem mesmo, para eu conhecer as pessoas que cuidarão dela e se precisar correr, eu estar lá perto.

Escrever, pelo menos de uma forma compreensível, é obrigação de qualquer pessoa, e isso eu amo fazer...escrever, para mim, é reoganizar a vida dentro de mim, é colocar as loucinhas em todas as prateleiras dentro da minha cabeça, me faz até respirar melhor. =) não é sendo uma comunicadora de outra área que isso vai ficar de lado, nem meu blog.

Por hoje é isso...queria compartilhar essa reorganização de objetivos e reorganizar em mim, escrevendo. Bjoo