segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Eu, mãe blogueira?!

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Ontem fui à Bienal com a Luciana, minha amiga há 20 anos (!) e comprando livros pras nossas meninas (a dela, a Sarinhah e a minha Malu) ela insistiu para eu fazer um blog sobre maternidade. 

Mas eu disse que não me sinto à vontade para fazer um sobre o assunto, por diversos motivos: 

1. Muitos blog´s para mim soam transmitir uma "realidade" de comercial de margarina. Crianças (seres humanos em geral) são serezinhos em formação e difíceis de lidar. Mas aí vejo blog´s que parecem transmitir um mundo de conto de fadas. Ou deve ser mentira, algo como as pessoas quererem mostrar que o seu jardim é mais verde que o de todo mundo ou essas crianças ficam com as avós ou com as babás (será?!)

2. Existem pessoas que fazem do ser "blogueira" um comércio. Eu comecei a escrever blog em 2.000 (século passado...rs) e escrevia (como escrevo até hoje, por prazer). Será que eu seria feliz "vendendo" minhas opiniões sobre lugares e produtos?!

3. E ainda falando sobre o comércio, não seria algo demasiadamente mercenário ganhar dinheiro falando sobre uma pessoas que não me autorizou, mesmo porque nem sabe o que é um blog? Porque eu apenas teria um blog materno graças à Malu, então estaria "usando" o nome e ela mesma para descrever situações e fatos do cotidiano dela.

4. Estar exposta à opinião alheia sobre a criação, á alimentação e aos hábitos diários da minha filha seria invadir a privacidade de quem ainda nem sabe o que é privacidade. Pra mim, na minha cabeça, isso ainda me parece anti-ético. É como se eu estivesse escrevendo pra outra pessoa e pedindo conselhos ou expondo uma terceira pessoa...

5. Bater cartão da nossa rotina eu acho que não é algo interessante. Seria legal para algumas pessoas amigas que estão longe, para acompanharem o crescimento dela, mas por outro lado, por ser algo "público" gente que eu não gostaria que soubesse da nossa "vidinha de casa" por tabela, saberia, sem eu ter controle.


São alguns dos motivos pelos quais ainda não acho que seja minha hora de ser "mãe blogueira". Talvez eu mude de idéia um dia, talvez não. 

Gosto muito da idéia, já fiz algumas tentativas, até tenho domínios registrados com a intenção de um blog materno, mas a mesma "inspiradora" para o blog é o motivo pelo qual tenho ainda restrições. 

Como vou ensinar coisas que acredito, como ética e respeito pra minha filha, se eu desrespeitar esses direitos básicos dela? 

Como não ficar vendida, ao longo do caminho, se eu quiser firmar esses valores, que para mim são essenciais, nela, se eu colocá-la para gerar conteúdo em prol de um blog, que querendo ou não está á mercê de qualquer um que queira ler.

Eu, falar sobre minha filha, no blog esporadicamente e torná-la o assunto do blog são coisas completamente distintas.

Este é um post pontual, meio que pra explicar, inclusive pra mim, em palavras os meus porquês quanto ao assunto.

Conta pra mim o que você acha sobre ser ou não "mãe blogueira".

Beijo, Ci

sábado, 2 de agosto de 2014

Minha transição capilar - capítulo 1.

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Meu cabelo...então...

Tomei coragem e cortei curtinho. Tudo começou dia 05 de junho. Eu estava usando megahair há quase um mês (fui fazer a aplicação dia 09 de maio, para o aniversário da minha filha), mas estava uma coisa bem paliativa, porque o cabelo "embaixo" do cabelo estava mastigadinho, ressecado...de chorar...rs

Nesse dia lindo, dia 05 desse mês, acordei #acorajosa, fui para o banheiro, minha filha nem tinha acordado e eu comecei a tirar o mega com um estilete de fazer sobrancelha (aloka da coberta...mas foi bem fácil, porque cortei só o lastex. Coloco megahair com aquele elástiquinho, conhecido como fio-a-fio).

E lá foi saindo o cabelón e eu me olhando no espelho com o cabelitos, mas estava tranquila, pensando afinal que "cabelo cresce" e que o meu estava quebrando, não tinha muito o que chorar pelo "leite derramado".

Terminando de tirar o mega, fiz o relaxamento de raiz, porque apesar d´eu querer fazer a transição capilar (crescer natural) meu cabelo tinha partes com diferentes texturas (partes ainda com progressiva e partes crescidas já), dai relaxei para,em 1º lugar, me acostumar com cabelitos. Em 2º lugar, pra aprender a lidar com esse cabelo "novo".

E ele ficou assim depois do relaxamento (dá pra ver as partes desbotadas e o tanto de cabelo quebrado no meu ombro)



Nesse mesmo dia eu cortei as pontas emergenciais, todas essas que aparecem mais "podres".

   



Olha a "tristeza do Jeca" que ficou meu cabelo...rsrsrs.

Antes de me decidir que ia ter o cabelo curto (ao invés de esperar ele se ajeitar com mega hair), ele estava assim...uma das últimas fotos do megahair.



Na manhã do dia 05.06, que eu ia sair pra comprar mais 200 gramas de cabelo, para colocar megahair em toda a extensão da cabeça, decidi que não ia valer a pena, por enquanto, gastar tanto dinheiro e depois de pensar na frase "cabelo cresce", por alguns dias, foi que entrei no banheiro de casa, com tesoura e o bisturizinho e comecei, eu mesma, a tirar o megahair.

E esse foi o resultado no dia, depois de secar e fazer chapinha (lembra que eu falei lá em cima, que acabei fazendo o relaxamento, pra acostumar com o cabelo "novo", né?!)

         

Aqui, o resultado do dia seguinte, quando tomei uma mini-coragem e molhei o cabelo, passei creme e amassei.
               

Ficou bonitinho, mas ainda tinha falhas e molhado, se pegasse nele, ainda dava pra sentir as pontas elásticas arrebentando, sem muito esforço.

Dai duas semanas depois, cortei mais um pouco, uma franjinha que não se acertava mais e os fios que tinham ficado à mais e que nesse tempinho já dava pra ver melhor. Então meu cabelo ficou assim:





Nesse tempo comecei a usar o "shampoo bomba", o famoso, com Monovim A (vou fazer um post ensinando como faço omeu). Como falei, meu cabelo, por tanta tração (puxa-puxa), tanta progressiva e tinta, acabou ficando com falhas. Esse shampoo ajudou a "reconstituir" essas partes e pra dar força para crescer.



Essa foto é do dia 22 de julho e já dá pra ver que as falhas sumiram e meu cabelo está mais encorpado. E ele realmente está, está mais forte, mais saudável, não quebra mais. Antes tinha um mundo de cabelo pela casa, e graças a Deus, parou.


E eis que hoje, faltando 3 dias para completar dois meses que entrei nessa, fiz algumas fotos para acompanhar a evolução de crescimento do meu cabelo e lá estão eles, meus primeiros cachinhos =)
A foto da esquerda é da parte da frente da foto (aquela que a gente corre pra "alisar" quando está voltando a ficar crespa e não quer assumir os cachos) e a da direita são cachinhos do meio da cabeça.

Ainda dá pra ver nas pontas o alisante e eu tenho cuidado do meu cabelo com produtos que hidratam bastante. Vou mostrar pra vocês, também num próximo post, os produtos que estou usando (tenho tirado fotos deles, mas vou organizar e mostro pra vocês).

Pode parecer pouco, mas pra mim já é uma vitória, porque desde sempre, nunca vi meus cachinhos. Quando eu era pequenininha, minha mãe fazia a famosa trança rasteirinha e me colocava laços de cetim de todas as cores...rs. Quando cresci, e meus cabelos começaram a ficar soltos, passei por alisamentos, relaxamentos, permanentes...simplesmente minha mãe não tinha tempo e eu não sabia cuidar e também nem tinha interesse, porque achava meu cabelo feio (porque não sabia cuidar, porque não sabia arrumar, porque cresci achando o cabelo "ruim" feio).

Mas é só cuidar. Nessas duas fotos ai de cima, por exemplo, meu cabelo não está molhado, mas sim hidratado, por isso que está com esse brilho.

Bom, é esse o começo da minha transição capilar, vamos acompanhar...rsrs
Beijo, Ci

P.S.: Ontem quase que caí na "pegadinha do Mallandro" rs. Minha mãe falou de uma amiga que vem em casa fazer progressiva, que cuida do cabelo e etc etc. Com firmeza (na voz e no coração) eu falei que não queria, que vou deixar meu cabelo crescer e vou continuar cuidando dele cacheado.